Abdome agudo · residencia

Obstrução intestinal por bridas: quem espera e quem não pode esperar


57 anos, feminina, com histerectomia total abdominal há 12 anos e apendicectomia na infância. Dor abdominal em cólica há 36 horas, vômitos que se tornaram fecaloides, distensão progressiva e parada de eliminação de gases e fezes há 24 horas. Há 4 horas a dor mudou de caráter: deixou de ser em cólica e passou a ser contínua e intensa. FC 116 bpm, PA 108/70 mmHg, T 37,9 °C. Abdome distendido e timpânico, doloroso difusamente, com defesa localizada em flanco esquerdo e descompressão dolorosa nesse ponto. Ruídos hidroaéreos reduzidos. Leucócitos 17.500 com desvio, lactato 3,4 mmol/L, PCR elevada. Tomografia de abdome com contraste: alças de delgado dilatadas com zona de transição única em flanco esquerdo, líquido livre entre as alças, edema de mesentério e um segmento de alça com realce parietal reduzido. SEM pneumatose e SEM gás portal.

Qual é a conduta INDICADA?

  1. Sonda nasogástrica, jejum, hidratação e observação por até 72 horas
  2. Contraste hidrossolúvel por sonda nasogástrica e radiografia em 24 horas para decidir
  3. Colonoscopia descompressiva, seguida de preparo para cirurgia eletiva
  4. Laparotomia ou laparoscopia de urgência

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