Parede e hérnias · residencia

Hérnia inguinal encarcerada: quando a redução manual está proibida


71 anos, masculino, com hérnia inguinal direita conhecida há 6 anos, redutível até então, sem acompanhamento cirúrgico. Há 10 horas a hérnia deixou de reduzir, tornando-se dolorosa. Nas últimas 4 horas surgiram vômitos e parada de eliminação de gases. A dor local mudou de caráter e ficou contínua e intensa. FC 112 bpm, PA 126/74 mmHg, T 37,8 °C. Abdome distendido, com ruídos hidroaéreos aumentados de timbre metálico. Em região inguinoescrotal direita, massa endurecida, irredutível, muito dolorosa, com pele suprajacente eritematosa e quente. Leucócitos 16.400 com desvio, lactato 2,8 mmol/L. Radiografia de abdome com níveis hidroaéreos em delgado. Tomografia: alça de delgado no saco herniário inguinal direito, com paredes espessadas, realce reduzido e líquido no interior do saco.

Qual é a conduta INDICADA?

  1. Redução manual sob analgesia e sedação, seguida de herniorrafia eletiva
  2. Sonda nasogástrica, hidratação e observação por 24 horas, aguardando redução espontânea
  3. Exploração cirúrgica de urgência, com avaliação da viabilidade da alça
  4. Redução manual e, se bem-sucedida, alta hospitalar com retorno ambulatorial

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