Abdome agudo · residencia
Apendicite aguda: quando o antibiótico deixa de ser opção
27 anos, masculino, previamente hígido, sem cirurgias abdominais prévias. Dor abdominal iniciada há 20 horas em região periumbilical, que migrou para a fossa ilíaca direita nas últimas 8 horas. Anorexia e náuseas, sem vômitos. Um episódio de febre baixa em casa. T 37,8 °C, FC 92 bpm, PA 124/76 mmHg. Abdome com dor localizada à palpação da fossa ilíaca direita, com defesa involuntária localizada e descompressão dolorosa nesse ponto. Restante do abdome flácido e indolor. Leucócitos 14.200 com desvio à esquerda, PCR elevada. Tomografia de abdome com contraste: apêndice cecal com 11 mm de diâmetro, paredes espessadas e realce, borramento da gordura periapendicular e apendicolito impactado na base. SEM abscesso, SEM plastrão, SEM pneumoperitônio e SEM líquido livre significativo.
O paciente leu sobre tratamento com antibiótico e pergunta se pode evitar a cirurgia. Qual é a conduta INDICADA?
- Tratamento não operatório com antibiótico endovenoso por 48 horas, seguido de antibiótico oral, sem cirurgia
- Apendicectomia videolaparoscópica, programada para a próxima lista disponível dentro de 24 horas
- Apendicectomia aberta imediata, no meio da madrugada, sem aguardar lista
- Drenagem percutânea guiada por tomografia, seguida de apendicectomia de intervalo
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.