Trauma · especialista

Lesão traumática da aorta torácica: por que o reparo pode esperar


34 anos, masculino, previamente hígido, motociclista, colisão frontal em alta velocidade com desaceleração brusca. Chega 50 minutos após o trauma. Dor torácica interescapular, dispneia moderada e dor intensa na coxa direita. Glasgow 15, sem amnésia, sem uso de álcool ou drogas. PA 126/78 mmHg e FC 98 bpm sem qualquer droga vasoativa, mantidas desde a chegada. SatO2 93% em máscara com reservatório. Murmúrio vesicular diminuído à esquerda, com crepitações bibasais. Tórax doloroso à compressão, sem enfisema subcutâneo. Fêmur direito com deformidade e encurtamento, pulso pedioso presente e simétrico. Abdome flácido, indolor, FAST negativo. Hb 11,8 g/dL, lactato 2,1 mmol/L, creatinina normal. Angiotomografia de tórax, abdome e pelve: irregularidade da parede aórtica no istmo, logo distal à subclávia esquerda, com pseudoaneurisma contido e hematoma mediastinal periaórtico. Contusão pulmonar bilateral. Fratura diafisária fechada do fêmur direito. SEM extravasamento ativo de contraste, SEM hemotórax volumoso, SEM sinal de rotura livre, SEM lesão intracraniana, SEM lesão de víscera abdominal e SEM sinais de má perfusão visceral ou de membros.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA para a lesão aórtica?

  1. Toracotomia esquerda de urgência para reparo aórtico aberto, antes das demais lesões
  2. Reparo endovascular imediato, nas primeiras horas, antes de tratar as outras lesões
  3. Controle anti-impulso rigoroso, com reparo endovascular diferido para depois das outras lesões
  4. Tratamento clínico exclusivo, com nova angiotomografia de controle apenas em 30 dias

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