Abdome agudo · especialista

Colite fulminante por C. difficile: a hora em que o antibiótico já perdeu


71 anos, feminina, internada há 12 dias por pneumonia comunitária, em uso de ceftriaxona e azitromicina. Hipertensa, com doença renal crônica estágio 3. Diarreia aquosa profusa iniciada no sétimo dia de internação, que nas últimas 24 horas cessou, dando lugar a distensão abdominal progressiva e queda do nível de consciência. PA 82/48 mmHg em uso de noradrenalina 0,25 mcg/kg/min, FC 122 bpm, T 38,7 °C, FR 28 irpm. Abdome muito distendido, timpânico, doloroso à palpação difusa, ruídos hidroaéreos ausentes. Leucócitos 34.800 com desvio, lactato 4,8 mmol/L, creatinina 3,1 mg/dL (basal 1,3), albumina 2,1 g/dL. PCR de fezes positiva para toxina de C. difficile. Já em vancomicina 500 mg por sonda de 6 em 6 horas e metronidazol intravenoso há 36 horas, sem melhora. Tomografia de abdome: espessamento parietal difuso e acentuado de todo o cólon, com sinal do acordeão, cólon transverso medindo 7,5 cm e ascite laminar. SEM pneumoperitônio, SEM pneumatose e SEM coleção organizada.

Qual é a conduta cirúrgica MAIS ADEQUADA?

  1. Manter apenas o tratamento clínico, acrescentando fidaxomicina e transplante de microbiota fecal
  2. Colectomia total abdominal com ileostomia terminal e sepultamento do coto retal remanescente
  3. Colectomia segmentar do transverso, que é o segmento mais dilatado na tomografia
  4. Ileostomia em alça com lavagem anterógrada e vancomicina intracolônica, preservando o cólon

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