Cirurgia pediátrica · especialista

Hérnia diafragmática congênita: o defeito não é a emergência


Recém-nascido a termo, 39 semanas, 3.150 g, parto cesáreo eletivo em maternidade terciária. Diagnóstico pré-natal de hérnia diafragmática congênita à esquerda, com relação pulmão/cabeça observada sobre esperada de 42% e fígado no tórax. Desconforto respiratório desde o primeiro minuto de vida, com gemência e retração intercostal. Intubado na sala de parto, sem ventilação com máscara e bolsa. Está com 6 horas de vida. FC 158 bpm, PA média 38 mmHg. Abdome escavado, tórax assimétrico com abaulamento à esquerda, murmúrio vesicular ausente à esquerda, bulhas cardíacas deslocadas para a direita. Saturação pré-ductal 92%, pós-ductal 82%. Em ventilação convencional com pico de 24 cmH2O. Gasometria: pH 7,28, PaCO2 61 mmHg, PaO2 58 mmHg, lactato 2,4 mmol/L. Sonda orogástrica aberta e drenando. Radiografia de tórax: alças intestinais no hemitórax esquerdo, desvio do mediastino para a direita, sonda orogástrica com a ponta projetada no tórax. Ecocardiograma: pressão sistólica de artéria pulmonar suprassistêmica, desvio do septo interventricular, função biventricular preservada, SEM cardiopatia estrutural associada.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA neste momento?

  1. Correção cirúrgica do defeito diafragmático nas próximas 2 horas, para descomprimir o pulmão
  2. Drenagem torácica esquerda imediata, para expandir o pulmão comprimido pelo conteúdo herniado
  3. Estabilização clínica e da hipertensão pulmonar, adiando o reparo até a estabilidade fisiológica
  4. Ventilação com máscara e bolsa em alta pressão, para recrutar o pulmão hipoplásico

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A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.