Colorretal e anorretal · especialista
Fístula anal alta: a operação que cura e a que deixa sequela
38 anos, feminina, dois partos vaginais, sendo o segundo com laceração perineal de terceiro grau. Sem diarreia crônica, sem perda de peso, sem uso de imunossupressor. Há 4 meses drenou, em regime de urgência, um abscesso perianal anterior. Desde então mantém saída intermitente de secreção purulenta por um orifício na região perianal, sem febre, sem dor forte e sem novos abscessos. Afebril, estável. Orifício externo a 2 cm da borda anal, na posição de 12 horas em decúbito dorsal (linha média anterior), com granulação e drenagem à expressão. Ao toque: tônus de repouso preservado, contração voluntária diminuída, sem massa, sem estenose. Anuscopia: orifício interno palpável na linha pectínea, também anterior. Sem lesões de canal anal sugestivas de doença inflamatória intestinal. Ressonância de pelve: trajeto fistuloso único, transesfincteriano, cruzando o esfíncter externo acima de dois terços da sua altura. SEM ramificações secundárias, SEM cavidade residual, SEM abscesso e SEM sinais de doença de Crohn perianal. Ultrassonografia endoanal: defeito esfincteriano anterior residual do parto, de 40 graus.
Qual é a conduta cirúrgica MAIS ADEQUADA?
- Fistulotomia com abertura de todo o trajeto e cicatrização por segunda intenção
- Antibioticoterapia prolongada e acompanhamento clínico ambulatorial, sem indicação de qualquer procedimento
- Sedenho frouxo de drenagem, com procedimento preservador do esfíncter em segundo tempo
- Fistulectomia com sedenho de corte, para seccionar o esfíncter de forma gradual
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.