Digestivo alto · especialista
Adenocarcinoma de esôfago: o ensaio que trocou o padrão
61 anos, masculino, ex-tabagista, com doença do refluxo de longa data e esôfago de Barrett conhecido. Índice de massa corporal 26, sem comorbidade descompensada, ECOG 0, clearance de creatinina normal, ecocardiograma com fração de ejeção de 62%. Disfagia progressiva para sólidos há 4 meses, com perda de 5 kg. Sem disfonia, sem tosse à deglutição, sem dor torácica. Bom estado geral, sem linfonodos cervicais ou supraclaviculares palpáveis. Abdome sem massas e sem hepatomegalia. Albumina 3,8 g/dL, hemoglobina 12,9 g/dL. Endoscopia: lesão ulcerovegetante de 4 cm no esôfago distal, com epicentro a 2 cm acima da transição esofagogástrica, transponível pelo aparelho. Biópsia: adenocarcinoma moderadamente diferenciado, HER2 negativo, proteínas de reparo preservadas. Ecoendoscopia: uT3 uN1. Tomografia de tórax e abdome e tomografia por emissão de pósitrons: linfonodos periesofágicos e da pequena curvatura captantes, SEM metástase à distância, SEM invasão de traqueia, brônquio ou aorta e SEM carcinomatose. Estadiamento final cT3 cN1 cM0.
Qual é a estratégia de tratamento MAIS ADEQUADA?
- Esofagectomia de imediato, com terapia adjuvante definida pelo anatomopatológico da peça
- Quimioterapia perioperatória com o esquema FLOT e esofagectomia entre os blocos
- Quimiorradioterapia definitiva, reservando a cirurgia apenas para doença persistente ou recidiva
- Radioterapia isolada antes da cirurgia, seguida de esofagectomia e de adjuvância
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.