Tórax · especialista

Pneumotórax espontâneo primário: quem manda é o sintoma, não o tamanho


23 anos, masculino, 1,88 m, 68 kg, não tabagista, sem doença pulmonar conhecida, sem episódio prévio semelhante. Estudante, mora a 20 minutos do hospital, tem acompanhante e telefone. Dor torácica pleurítica à direita de início súbito há 9 horas, durante repouso. Refere leve desconforto respiratório aos grandes esforços, mas caminha pelo corredor e conversa em frases completas sem pausas. PA 122/72 mmHg, FC 84 bpm, FR 16 irpm, SatO2 97% em ar ambiente, T 36,4 °C. Murmúrio vesicular diminuído no ápice direito, sem timpanismo generalizado. Traqueia centrada, sem turgência jugular, sem enfisema subcutâneo e sem instabilidade hemodinâmica. Sem dor à palpação da parede torácica, sem trauma. Radiografia de tórax em inspiração: pneumotórax à direita com distância interpleural de 3,5 cm ao nível do hilo, correspondendo a pneumotórax grande pelos critérios clássicos. Pulmão contralateral normal. SEM desvio de mediastino, SEM rebaixamento do diafragma, SEM nível hidroaéreo e SEM lesão parenquimatosa aparente.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Drenagem torácica fechada com dreno tubular, por se tratar de pneumotórax grande
  2. Videotoracoscopia com pleurodese e ressecção de bolhas já no primeiro episódio
  3. Manejo conservador, com observação e reavaliação clínica e radiológica em 24 horas
  4. Aspiração simples com agulha, seguida de drenagem se o pulmão não expandir

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A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.