Endócrina · especialista

Hiperparatireoidismo assintomático: um critério basta


46 anos, feminina, pré-menopausa, ciclos regulares. Sem litíase renal conhecida, sem fraturas, sem uso de lítio ou tiazídico, sem história familiar de doença endócrina. Hipercalcemia descoberta em exame de rotina, confirmada em duas dosagens. Assintomática: nega dor óssea, cólica renal, poliúria, constipação, alteração de humor ou fraqueza proximal. PA 118/74 mmHg, FC 72 bpm. Índice de massa corporal 24. Pescoço sem nódulos palpáveis, sem linfonodomegalia. Exame neurológico e osteomuscular normais. Ultrassonografia cervical: nódulo hipoecoico de 1,2 cm posterior ao lobo tireoidiano inferior esquerdo, compatível com paratireoide aumentada; tireoide sem nódulos. Cintilografia com sestamibi: captação focal única no mesmo sítio. Tomografia de abdome sem contraste: SEM cálculos renais e SEM nefrocalcinose. Radiografia de coluna torácica e lombar: SEM fratura vertebral. Laboratório: cálcio total 11,0 mg/dL (referência 8,6 a 10,2), albumina 4,2 g/dL, paratormônio 108 pg/mL (referência 15 a 65), 25 hidroxivitamina D 34 ng/mL, fósforo 2,6 mg/dL, calciúria de 24 horas 260 mg, taxa de filtração glomerular estimada 82 mL/min/1,73 m². Densitometria com Z-score de menos 1,8 em coluna, menos 1,6 em quadril total e menos 2,0 em rádio 33%.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Acompanhamento clínico com cálcio, creatinina e densitometria anuais, sem indicação cirúrgica
  2. Paratireoidectomia dirigida ao adenoma já localizado, com dosagem intraoperatória de paratormônio
  3. Cinacalcete para controlar a calcemia, reservando a cirurgia para quando surgirem sintomas
  4. Alendronato para proteger o osso, mantendo o hiperparatireoidismo sem tratamento definitivo

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