Perioperatório · especialista

Anticoagulante oral direto e cirurgia: a ponte que não deve existir


73 anos, masculino, fibrilação atrial permanente em uso de apixabana 5 mg de 12 em 12 horas. Hipertenso, diabético, com insuficiência cardíaca compensada. CHA2DS2-VASc de 4. Sem prótese valvar mecânica, sem estenose mitral reumática e sem acidente vascular cerebral ou embolia prévios. Programado para colectomia direita eletiva videolaparoscópica por adenocarcinoma de cólon, cirurgia com alto risco de sangramento. Faltam 7 dias para a operação. PA 132/78 mmHg, FC 76 bpm, ritmo irregular. Sem sinais de descompensação cardíaca, sem edema, sem estase jugular. Hemoglobina 11,9 g/dL, plaquetas 232.000, creatinina 1,0 mg/dL, clearance de creatinina estimado 68 mL/min, coagulograma sem alterações. Última dose de apixabana tomada hoje pela manhã. Tomografia de estadiamento: lesão em cólon ascendente, sem metástase à distância. Ecocardiograma: átrio esquerdo aumentado, fração de ejeção de 48%, SEM trombo intracavitário e SEM valvopatia significativa.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA quanto à anticoagulação perioperatória?

  1. Suspender a apixabana 5 dias antes e fazer ponte com heparina de baixo peso molecular em dose plena até a véspera
  2. Suspender a apixabana 2 dias antes, sem ponte com heparina, e reiniciá-la 2 a 3 dias após a cirurgia
  3. Manter a apixabana até a véspera e medir a atividade anti fator Xa na manhã da cirurgia para decidir a conduta
  4. Suspender a apixabana 24 horas antes e reiniciá-la já na noite da cirurgia, para minimizar o tempo sem anticoagulação

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