Vascular · especialista
Isquemia aguda de membro: a categoria decide se dá tempo de trombolisar
76 anos, feminina, fibrilação atrial sem anticoagulação por queda prévia, hipertensa. Caminha sem auxílio, sem claudicação intermitente prévia e com pulsos previamente palpáveis nos dois membros, conforme consulta de 3 meses atrás. Dor súbita e intensa em membro inferior direito iniciada há 4 horas, seguida de palidez e esfriamento. Nas últimas 2 horas passou a referir formigamento no pé e dificuldade para movimentar os artelhos. PA 146/88 mmHg, FC 104 bpm irregular, T 36,2 °C. Membro inferior direito frio e pálido a partir do terço médio da coxa, com enchimento capilar muito lentificado. Perda de sensibilidade nos artelhos e no antepé, com déficit motor discreto na flexão dos artelhos; a dorsiflexão do tornozelo está preservada. Panturrilha macia, sem rigidez muscular e sem dor à palpação passiva do compartimento. Membro contralateral quente, com pulsos femoral, poplíteo e distais presentes. Doppler manual: sinal arterial ausente em tibial posterior e pedioso à direita; sinal venoso audível. À esquerda, sinal arterial trifásico presente. Angiotomografia de aorta e membros inferiores realizada em 25 minutos, sem atrasar a heparinização: oclusão abrupta da artéria femoral comum direita em sua bifurcação, com menisco de contraste, árvore arterial contralateral e aorta sem doença aterosclerótica difusa, e reenchimento distal pobre. SEM aneurisma de poplítea, SEM dissecção aórtica e SEM calcificação extensa.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Heparinização plena e trombólise dirigida por cateter, com reavaliação angiográfica em 24 horas
- Heparinização plena e observação clínica, aguardando a recanalização espontânea sob anticoagulação plena
- Heparinização plena imediata e revascularização cirúrgica sem demora, por embolectomia com cateter
- Amputação primária do membro, em razão da perda sensitiva e motora instalada
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.