Hepatobiliopancreático · especialista

Suspeita de cálculo no colédoco: quem é de risco intermediário não vai direto à CPRE


41 anos, feminina, dois partos anteriores, índice de massa corporal 31, sem comorbidades e sem cirurgia abdominal prévia. Colelitíase conhecida há 2 anos, com dois episódios de cólica biliar tratados em pronto-socorro. Dor em hipocôndrio direito iniciada há 36 horas, com irradiação para o dorso, associada a náusea e a um episódio de vômito. A dor cedeu de forma espontânea nas últimas 8 horas. Nega febre, calafrios e colúria persistente, embora a filha tenha notado a urina mais escura ontem. PA 126/78 mmHg, FC 78 bpm, T 36,6 °C, FR 16 irpm. Escleras anictéricas. Abdome flácido, com dor discreta à palpação profunda em hipocôndrio direito, sinal de Murphy negativo, sem defesa e sem massa. Laboratório: bilirrubina total 2,6 mg/dL com direta 1,7, fosfatase alcalina 268 U/L, gama glutamil transferase 310 U/L, alanina aminotransferase 184 U/L, amilase 92 U/L, leucócitos 8.600, proteína C reativa 14 mg/L. Ultrassonografia de abdome: vesícula biliar com múltiplos cálculos, paredes finas de 2 mm, sem líquido perivesicular. Colédoco medindo 7,5 mm. SEM cálculo visível no colédoco, SEM dilatação de vias biliares intra-hepáticas, SEM coleção e SEM sinais de colecistite aguda.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica agora, com papilotomia e retirada dos cálculos
  2. Colecistectomia videolaparoscópica de imediato, sem qualquer investigação da via biliar
  3. Colangiorressonância ou ecoendoscopia antes, e colecistectomia conforme o resultado obtido
  4. Alta com analgesia e retorno ambulatorial, já que a dor cedeu

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