Mama · especialista

Margem na cirurgia conservadora: um milímetro que não pede reoperação


54 anos, feminina, pós-menopausa, sem história familiar relevante e sem testagem genética indicada. Índice de massa corporal 27, sem comorbidades. Submetida há 8 dias a setorectomia da mama esquerda com pesquisa de linfonodo sentinela, por carcinoma ductal invasivo de 1,8 cm detectado em rastreamento. Vem à consulta de revisão para discutir o resultado anatomopatológico. Está bem, com boa cicatrização e resultado estético satisfatório. Ferida operatória limpa, sem seroma volumoso, sem sinais flogísticos. Mama sem nódulos residuais palpáveis. Axila sem linfonodos palpáveis, sem edema de membro superior. Mamografia e ultrassonografia pré-operatórias mostravam lesão única de 1,8 cm no quadrante superior externo, com microcalcificações agrupadas restritas a uma área de 2 cm ao redor da lesão. SEM outras lesões, SEM doença multicêntrica e SEM linfonodos axilares suspeitos. Ressonância não foi realizada. Anatomopatológico da peça: carcinoma ductal invasivo grau 2, medindo 1,9 cm, com componente ductal in situ associado ocupando cerca de 20% da lesão. Receptores de estrogênio e progesterona positivos, HER2 negativo, Ki-67 de 14%. Margem posterior com carcinoma invasivo a 0,8 mm da tinta, e componente in situ a 1,2 mm na mesma margem. Todas as demais margens com mais de 5 mm. Nenhuma margem apresenta tumor tocando a tinta. Dois linfonodos sentinela negativos. A paciente fará radioterapia de mama inteira e hormonioterapia adjuvante.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA quanto à margem posterior?

  1. Reoperar a margem posterior, ampliando para pelo menos 2 mm de tecido
  2. Não reoperar, seguindo para radioterapia de mama inteira e hormonioterapia adjuvante
  3. Não reoperar, mas acrescentar reforço de dose na área da margem posterior
  4. Converter para mastectomia, porque a margem exígua indica doença mais extensa

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