Digestivo alto · especialista
Câncer gástrico precoce: a lesão que sai pelo endoscópio
63 anos, masculino, ex-tabagista, com gastrite crônica atrófica e infecção prévia por Helicobacter pylori tratada há 3 anos. Hipertenso, sem outras comorbidades, ECOG 0. Endoscopia de seguimento, solicitada pela atrofia gástrica extensa. Assintomático, sem dispepsia, sem perda de peso e sem anemia. Bom estado geral, corado. Abdome sem massas, sem hepatomegalia e sem linfonodos periféricos palpáveis. Hemoglobina 14,6 g/dL, albumina 4,3 g/dL, função renal e hepática normais. Endoscopia com cromoscopia e magnificação: lesão deprimida de 15 mm no antro, parede posterior, classificada como 0-IIc, com padrão microvascular irregular e demarcação nítida. Não há convergência de pregas, não há enrijecimento à insuflação e não há depressão profunda. SEM ulceração e SEM cicatriz ulcerada na lesão. Biópsias: adenocarcinoma tubular bem diferenciado, do tipo intestinal. Ecoendoscopia: lesão restrita à mucosa, sem invasão da submucosa e sem linfonodos perilesionais aumentados. Tomografia de tórax e abdome: SEM linfonodomegalia, SEM metástase hepática e SEM ascite. O serviço dispõe de endoscopista com experiência em dissecção submucosa.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2, por se tratar de adenocarcinoma gástrico
- Ressecção endoscópica de mucosa com alça, retirando a lesão em fragmentos
- Dissecção endoscópica submucosa, com retirada da lesão inteira em peça única
- Seguimento endoscópico semestral com novas biópsias, adiando qualquer ressecção por ora
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.