Tórax · especialista
Hemotórax retido: o segundo dreno que não resolve
39 anos, masculino, previamente hígido, vítima de queda de 3 metros há 4 dias, com fraturas dos arcos costais quinto ao oitavo à direita, sem tórax instável. Foi drenado na admissão, com saída inicial de 700 mL de sangue. Evoluiu bem nos dois primeiros dias. Desde ontem apresenta dor pleurítica persistente, dispneia aos mínimos esforços e febre baixa vespertina. O dreno drena 30 mL nas últimas 24 horas. PA 128/76 mmHg, FC 96 bpm, T 37,9 °C, FR 24 irpm, SatO2 92% em cateter nasal a 3 L/min. Murmúrio vesicular abolido no terço inferior do hemitórax direito, com macicez à percussão. Dreno tubular em selo d'água, sem borbulhamento, oscilação presente e pequena. Leucócitos 13.200, hemoglobina 10,9 g/dL estável nas últimas 48 horas, proteína C reativa 96 mg/L. Tomografia de tórax: coleção pleural heterogênea, com densidade entre 40 e 60 unidades Hounsfield, ocupando cerca de 600 mL na base direita, com atelectasia do lobo inferior adjacente. Dreno posicionado anteriormente, fora da coleção. SEM pneumotórax residual, SEM lesão de grandes vasos, SEM extravasamento ativo de contraste, SEM nível hidroaéreo e SEM espessamento pleural organizado em casca.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Passar um segundo dreno de tórax, dirigido para a coleção basal
- Videotoracoscopia para evacuação da coleção e para reexpansão do pulmão direito
- Fibrinolítico intrapleural pelo dreno, com nova reavaliação tomográfica em 72 horas
- Toracotomia posterolateral com decorticação pulmonar formal de todo o hemitórax direito
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.