Endócrina · especialista

Incidentaloma adrenal: a agulha que pode matar


52 anos, feminina, hipertensa há 6 anos, atualmente com três anti-hipertensivos e controle irregular. Refere episódios de palpitação com cefaleia e sudorese, atribuídos a ansiedade. Sem história de neoplasia prévia e sem perda de peso. Realizou tomografia de abdome por dor lombar após esforço, e o exame mostrou achado incidental em adrenal esquerda. Vem encaminhada com o laudo para decidir a conduta. PA 168/104 mmHg no consultório, FC 92 bpm, índice de massa corporal 26. Sem fácies cushingoide, sem estrias violáceas, sem fraqueza proximal e sem giba. Sem massa abdominal palpável. Potássio 4,1 mEq/L, sódio 141 mEq/L, glicemia de jejum 104 mg/dL, creatinina 0,9 mg/dL. Tomografia de abdome com contraste e fases tardias: nódulo adrenal esquerdo de 4,2 cm, heterogêneo, com densidade de 32 unidades Hounsfield na fase sem contraste, realce intenso e washout absoluto de 42% aos 15 minutos. SEM linfonodomegalia retroperitoneal, SEM invasão de estruturas vizinhas, SEM trombo em veia renal e SEM lesão em adrenal contralateral. Adrenal direita de aspecto normal. Nenhuma avaliação hormonal foi solicitada até o momento.

Qual é o próximo passo MAIS ADEQUADO?

  1. Biópsia percutânea da lesão guiada por tomografia, para definir a histologia
  2. Dosagem de metanefrinas plasmáticas livres e do restante da avaliação hormonal
  3. Adrenalectomia videolaparoscópica de imediato, pelo tamanho e pelo aspecto atípico da lesão
  4. Repetir a tomografia em 6 meses para avaliar crescimento antes de decidir

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