Oncologia · especialista
Massa profunda na coxa: a excisão que estraga o tratamento
58 anos, masculino, sem comorbidades relevantes, trabalhador rural, sem história de trauma local e sem neoplasia prévia. Massa na face posterior da coxa direita, percebida há 5 meses, indolor no início e com crescimento progressivo. Nas últimas semanas passou a incomodar ao sentar. Nega febre, perda de peso e sudorese noturna. Massa na região posterior do terço médio da coxa direita, de consistência firme, medindo cerca de 9 cm no maior eixo, fixa aos planos profundos, sem sinais flogísticos, sem flutuação e sem alteração da pele suprajacente. Sem linfonodos inguinais palpáveis. Força e sensibilidade preservadas no membro, pulsos distais presentes e simétricos. Hemograma, função renal e hepática normais. Ressonância magnética da coxa direita: lesão sólida de 9,2 cm, situada profundamente à fáscia, entre os músculos isquiotibiais, heterogênea, com áreas de necrose central e realce periférico intenso pelo contraste, com plano de clivagem parcial com o nervo isquiático. SEM comprometimento ósseo, SEM invasão do feixe vascular femoral e SEM linfonodomegalia inguinal ou pélvica. Tomografia de tórax: SEM nódulos pulmonares.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Excisão da massa com margem estreita, enviando a peça inteira para exame anatomopatológico
- Biópsia com agulha grossa, com trajeto planejado, em serviço de referência em sarcoma
- Punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassonografia, para citologia da lesão
- Biópsia incisional aberta com incisão transversa ampla, sobre o ponto mais saliente
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.