Parede e hérnias · especialista

Hérnia inguinal recidivada: entrar por onde ninguém entrou


57 anos, masculino, índice de massa corporal 28, ex-tabagista há 4 anos, sem diabetes. Operado há 3 anos de hérnia inguinal direita por via anterior, com tela de polipropileno segundo a técnica de Lichtenstein. Nega infecção da ferida naquela ocasião. Há 7 meses percebeu novo abaulamento na mesma região inguinal, que aumenta ao esforço e desaparece ao deitar. Refere desconforto ao final do dia e ao carregar peso. Nega dor incapacitante, nega episódios de encarceramento e nega alteração do hábito intestinal. Cicatriz inguinal direita bem consolidada. Abaulamento redutível de cerca de 4 cm na região inguinal direita, que se acentua à manobra de Valsalva e reduz sem dificuldade. Anel inguinal externo alargado à digitopressão. Testículo direito tópico, de volume normal, sem sinais de atrofia. Sensibilidade preservada na região inguinal e na face medial da coxa, sem alodínia e sem ponto doloroso em cicatriz. Lado esquerdo sem hérnia palpável. Ultrassonografia dinâmica da região inguinal: defeito de 3,5 cm com conteúdo de gordura pré-peritoneal e alça durante o esforço, com trajeto medial aos vasos epigástricos inferiores. SEM sinais de encarceramento, SEM líquido livre e SEM coleção. Tela prévia identificada em plano anterior. Não há hérnia contralateral oculta.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Nova abordagem anterior, com dissecção da tela antiga e colocação de outra tela
  2. Reparo anterior sem tela, com sutura da parede segundo a técnica de Shouldice
  3. Reparo por via posterior laparoscópica, pré-peritoneal, com tela cobrindo o orifício miopectíneo
  4. Observação vigilante, já que a hérnia é redutível e pouco sintomática hoje

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