Hepatobiliopancreático · especialista
Lesão de via biliar: a reoperação que não é para o mesmo cirurgião
41 anos, feminina, submetida a colecistectomia videolaparoscópica por colecistite aguda há 4 dias, em hospital secundário, sem cirurgião hepatobiliar na equipe. Recebeu alta no primeiro dia e voltou por dor abdominal difusa, náusea e distensão progressiva. Refere que a dor nunca cedeu como esperava e que a urina escureceu nas últimas 24 horas. Descrição operatória menciona dissecção difícil, sangramento no leito e uso de clipes no trígono. FC 102 bpm, PA 118/70 mmHg, T 38,1 °C, FR 20 irpm. Icterícia leve de escleras. Abdome distendido, doloroso de forma difusa, com descompressão dolorosa no hipocôndrio direito. Bilirrubina total 4,2 mg/dL com predomínio direto, fosfatase alcalina e gama-glutamil transferase elevadas, leucócitos 17.400, creatinina 1,1 mg/dL. Tomografia de abdome com contraste: coleção de cerca de 400 mL no leito vesicular e goteira parietocólica direita, sem gás. Colangiorressonância: descontinuidade do ducto hepático comum abaixo da confluência, com clipe adjacente, sem opacificação da via biliar distal e com árvore biliar intra-hepática dilatada nos dois lobos.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Reabordagem laparoscópica imediata pela mesma equipe, para retirar o clipe e drenar
- Coledocorrafia primária sobre dreno de Kehr, feita agora no hospital de origem
- Antibiótico e observação clínica, com nova colangiorressonância em 30 dias
- Drenagem da coleção e encaminhamento a serviço hepatobiliar para o reparo definitivo
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.