Cirurgia pediátrica · especialista

Icterícia que passa de duas semanas: o relógio da atresia biliar


Lactente de 45 dias, feminina, nascida a termo, peso adequado para a idade gestacional, em aleitamento materno exclusivo, sem intercorrências no parto. A mãe procura o serviço porque a icterícia que apareceu na primeira semana de vida nunca desapareceu. Nos últimos 10 dias notou que as fezes ficaram esbranquiçadas e a urina escureceu, manchando a fralda. A criança mama bem e ganhou peso, sem febre e sem vômitos. Ativa, corada, ictérica até a raiz das coxas. Fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, de consistência aumentada. Baço não palpável. Fezes acólicas visualizadas na fralda durante a consulta. Bilirrubina total 9,8 mg/dL com bilirrubina direta 6,4 mg/dL, gama-glutamil transferase muito elevada, transaminases discretamente elevadas, tempo de protrombina normal após vitamina K. Ultrassonografia abdominal em jejum: vesícula biliar pequena e irregular, sem alteração após a mamada, com sinal do cordão triangular na região do hilo hepático. Vias biliares intra-hepáticas não dilatadas. Ausência de cisto de colédoco e de massa. Sem sinais de hipertensão portal.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA neste momento?

  1. Fórmula sem lactose e reavaliação laboratorial em 30 dias, pela boa evolução ponderal
  2. Colangiografia intraoperatória e portoenterostomia de Kasai na mesma cirurgia, se confirmada
  3. Encaminhamento para transplante hepático, sem qualquer procedimento cirúrgico prévio
  4. Biópsia hepática percutânea agora, adiando a decisão até o resultado definitivo

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A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.