Parede e hérnias · especialista
Hérnia umbilical no cirrótico: tratar a ascite é parte da operação
54 anos, masculino, cirrose por doença hepática associada a disfunção metabólica, Child-Pugh B, MELD 14, em acompanhamento ambulatorial regular, sem episódio prévio de peritonite bacteriana espontânea. Hérnia umbilical conhecida há 3 anos, que aumentou nos últimos 6 meses acompanhando o aumento do volume abdominal. Refere desconforto local constante e dificuldade para usar cinto. Nega dor súbita, vômitos e parada de eliminação de gases. Faz uso irregular de diurético e admite não seguir a restrição de sal. Bom estado geral, lúcido, sem asterixe. Abdome globoso com macicez móvel e piparote positivo. Hérnia umbilical de cerca de 5 cm de diâmetro, redutível, com pele suprajacente adelgaçada e brilhante, sem ulceração, sem eritema e sem drenagem. Albumina 2,9 g/dL, bilirrubina 2,1 mg/dL, INR 1,4, plaquetas 88.000, sódio 133 mEq/L, creatinina 0,9 mg/dL. Ultrassonografia abdominal: ascite volumosa em todos os quadrantes, fígado de contornos irregulares, sem lesão focal, veia porta pérvia com fluxo hepatopetal. Tomografia: defeito aponeurótico umbilical de 5 cm contendo omento e alça de delgado sem sofrimento, sem líquido loculado e sem sinais de estrangulamento.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Otimizar a ascite e a função hepática e programar o reparo eletivo com tela após o controle
- Herniorrafia de urgência hoje, antes que a pele adelgaçada evolua para rotura espontânea
- Reparo apenas com sutura, sem tela, em qualquer momento, pelo risco infeccioso da prótese
- Contraindicar definitivamente a cirurgia e manter apenas uso de cinta abdominal compressiva
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.