Oncologia · especialista

Neuroendócrino no apêndice: o achado que decide uma segunda operação


26 anos, feminina, previamente hígida, submetida a apendicectomia videolaparoscópica por apendicite aguda não complicada há 12 dias, com alta no primeiro dia e boa recuperação. Retorna para consulta de revisão, assintomática, sem dor, sem febre e sem alteração do hábito intestinal. Não apresenta rubor facial, diarreia secretória, broncoespasmo nem palpitações. Nega perda de peso. Bom estado geral, corada. Abdome plano, indolor, com portais cicatrizados. Sem massas palpáveis, sem hepatomegalia e sem linfonodomegalias periféricas. Sinais vitais normais. Exames laboratoriais de rotina sem alterações. Anatomopatológico da peça: tumor neuroendócrino bem diferenciado de 2,3 cm, localizado na base apendicular, com invasão do mesoapêndice de 4 mm, índice Ki-67 de 3% e duas mitoses por 2 mm quadrados, correspondendo a grau 2. Margem de ressecção da base livre por 3 mm, sem invasão angiolinfática descrita. Ultrassonografia abdominal de controle sem lesões hepáticas.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Seguimento clínico e laboratorial anual, considerando a lesão adequadamente tratada
  2. Colectomia direita oncológica em segundo tempo, com linfadenectomia do território ileocólico
  3. Análogo de somatostatina de depósito por 24 meses, sem nova abordagem cirúrgica
  4. Nova apendicectomia ampliada com ressecção do coto, preservando o cólon direito

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