Abdome agudo · especialista

Apendicite no terceiro trimestre: a demora que custa dois


29 anos, gestante de 31 semanas, primigesta, pré-natal sem intercorrências, sem cirurgia abdominal prévia. Dor abdominal há 20 horas, iniciada em região periumbilical e agora localizada no flanco direito, acima da cicatriz umbilical. Teve dois episódios de vômito e não sente fome desde ontem. Nega perda de líquido, sangramento vaginal e contrações regulares. Refere movimentação fetal normal. FC 104 bpm, PA 118/74 mmHg, T 37,9 °C, FR 18 irpm. Útero gravídico com altura compatível, tônus normal, sem contrações à palpação. Dor à palpação profunda do flanco direito, com defesa voluntária e descompressão dolorosa localizada. Leucócitos 16.800 com desvio à esquerda, proteína C reativa elevada. Batimentos cardíacos fetais 148 bpm, cardiotocografia categoria I. Urina sem leucocitúria e sem nitrito. Ultrassonografia abdominal: apêndice não visualizado por interposição gasosa e pelo útero gravídico; sem líquido livre e sem coleções. Ressonância magnética de abdome sem contraste: apêndice com diâmetro de 11 mm, paredes espessadas, hipersinal em T2 na gordura periapendicular, sem abscesso e sem apendicolito. Feto com biometria adequada.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Antibioticoterapia endovenosa isolada, reservando a cirurgia para o caso de piora clínica
  2. Apendicectomia videolaparoscópica sem demora, mantida a monitorização fetal no período
  3. Cesariana de urgência seguida de apendicectomia no mesmo tempo cirúrgico
  4. Observação clínica por 12 horas com reavaliação seriada, pelo risco anestésico ao feto

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