Trauma · especialista

Trauma de duodeno e pâncreas: o ducto decide a operação


24 anos, masculino, vítima de trauma abdominal fechado por impacto de guidão de bicicleta em epigástrio há 6 horas, sem outras lesões aparentes. Chegou caminhando, com dor epigástrica em faixa, que irradia para o dorso e piora quando deita. Vomitou duas vezes. Não houve perda de consciência. A dor aumentou nas últimas duas horas. FC 96 bpm, PA 124/78 mmHg, T 37,2 °C, FR 18 irpm, mantidos estáveis desde a admissão. Equimose em faixa no epigástrio. Dor à palpação epigástrica com defesa localizada, sem descompressão dolorosa difusa. Amilase 480 U/L e lipase 620 U/L, ambas em elevação em relação à coleta da admissão. Hemoglobina 13,2 g/dL, lactato 1,4 mmol/L. Tomografia de abdome com contraste, em fase arterial e portal: linha de baixa atenuação atravessando o corpo do pâncreas à esquerda da veia mesentérica superior, com líquido peripancreático e na retrocavidade. Duodeno com parede de espessura normal, sem ar extraluminal e sem hematoma intramural. Colangiopancreatorressonância: interrupção do ducto pancreático principal no corpo, com extravasamento de contraste.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Manejo não operatório com jejum, nutrição parenteral e tomografia de controle em 72 horas
  2. Duodenopancreatectomia, pela lesão do ducto principal com extravasamento demonstrado
  3. Pancreatectomia distal, com preservação esplênica se as condições permitirem
  4. Drenagem percutânea das coleções peripancreáticas, mantendo o pâncreas intacto

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