Trauma · especialista
Sinal duro na perna: a arteriografia que não deve atrasar a sala
31 anos, masculino, vítima de ferimento por arma branca na face medial da coxa esquerda, no terço médio, há 50 minutos, trazido por terceiros. Chegou pálido e ansioso, com curativo compressivo improvisado encharcado. Relata sangramento em jato no momento do trauma, contido parcialmente pela compressão feita no local. Refere a perna esquerda fria e formigando desde então. FC 122 bpm, PA 104/62 mmHg, FR 24 irpm, extremidades frias. Ferimento de cerca de 3 cm na face medial da coxa esquerda, com sangramento pulsátil ao retirar o curativo, prontamente contido com nova compressão direta. Membro esquerdo pálido e frio abaixo do joelho. Pulsos poplíteo, tibial posterior e pedioso ausentes à esquerda e presentes à direita. Enchimento capilar acima de 5 segundos no pé esquerdo. Motricidade e sensibilidade do pé reduzidas. Índice tornozelo braquial não realizado. Radiografia de fêmur esquerdo sem fratura e sem corpo estranho radiopaco. Nenhum exame contrastado realizado até o momento. A tomografia está disponível, com previsão de 25 minutos para preparo e execução, e a sala cirúrgica está livre.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Angiotomografia de membro inferior para mapear a lesão antes de qualquer intervenção
- Índice tornozelo braquial e, se abaixo de 0,9, programar exploração para as próximas horas
- Compressão, elevação do membro e observação, já que o sangramento cedeu com curativo
- Exploração cirúrgica imediata do trajeto, com controle proximal e reparo arterial
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.