Hepatobiliopancreático · especialista
Cisto de pâncreas achado por acaso: o sinal que manda operar
67 anos, feminina, hipertensa, sem diabetes, sem pancreatite prévia e sem histórico familiar de neoplasia pancreática. Bom estado funcional, sem comorbidade que contraindique cirurgia. Cisto pancreático descoberto em tomografia solicitada por dor lombar de origem ortopédica, há 14 meses. Foi acompanhada com imagem anual. No último ano perdeu 4 kg sem dieta e passou a apresentar glicemias de jejum acima de 130 mg/dL, com diagnóstico recente de diabetes. Nega icterícia, dor abdominal e esteatorreia. Bom estado geral, corada e anictérica. Abdome flácido, indolor, sem massas palpáveis e sem hepatomegalia. Índice de massa corporal 24. Bilirrubinas normais, amilase e lipase normais, CA 19-9 de 68 U/mL, hemoglobina glicada 7,4%. Ressonância com colangiopancreatorressonância: lesão cística multiloculada de 3,4 cm no corpo do pâncreas, em comunicação com o ducto principal, que está dilatado de forma difusa medindo 9 mm, com atrofia do parênquima a montante. Há um nódulo mural com realce medindo 6 mm dentro da lesão. Sem massa sólida associada, sem linfonodos suspeitos e sem lesões hepáticas. Ecoendoscopia confirma o nódulo com realce e o calibre ductal.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Nova ressonância em 6 meses, mantendo a vigilância enquanto não houver massa sólida
- Ressecção cirúrgica, indicada pelos achados de alto risco reunidos nesta lesão
- Punção do cisto para dosagem de antígeno carcinoembrionário e citologia antes de decidir
- Ablação do cisto por injeção guiada por ecoendoscopia, evitando a ressecção pancreática
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.