Colorretal e anorretal · especialista
Estenose no Crohn: o segmento que se poupa e o que se resseca
34 anos, feminina, doença de Crohn ileal diagnosticada há 11 anos, em uso de adalimumabe há 3 anos, com boa adesão, sem corticoide no último ano. Já submetida a uma ileectomia de 25 cm há 6 anos. Refere cólicas pós-prandiais há 8 meses, que a fazem evitar alimentos sólidos, com distensão e ruídos audíveis após as refeições. Perdeu 7 kg no período. Teve dois episódios de suboclusão tratados clinicamente. Nega febre, diarreia com sangue e drenagem perianal. Bom estado geral, emagrecida, índice de massa corporal 19. Abdome flácido, com ruídos aumentados, sem massas palpáveis, sem dor à descompressão e sem sinais de irritação peritoneal. Cicatriz mediana prévia. Sem lesões perianais. Proteína C reativa levemente elevada, calprotectina fecal elevada, albumina 3,6 g/dL, hemoglobina 11,2 g/dL. Enterorressonância: duas estenoses no íleo, uma de 4 cm a 15 cm da anastomose prévia e outra de 3 cm mais proximal, separadas por 20 cm de intestino saudável. Ambas com espessamento parietal, realce mural e dilatação a montante acima de 3 cm, sem trajeto fistuloso, sem abscesso e sem massa inflamatória. Componente predominantemente fibrótico pelas características de sinal. Restante do delgado sem lesões.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Trocar o biológico para outra classe e reavaliar a resposta com nova imagem em 6 meses
- Ressecção em bloco do segmento que contém as duas estenoses, com anastomose única
- Estricturoplastia das estenoses, preservando o comprimento do intestino delgado
- Ileostomia terminal de derivação, deixando as estenoses no lugar para repouso intestinal
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.