Urologia · especialista

Sangue no meato após fratura de pelve: a sonda que não deve ser tentada


38 anos, masculino, vítima de colisão automobilística com impacto lateral há 90 minutos, sem uso de álcool relatado, admitido pela equipe de trauma. Consciente e orientado, queixando dor pélvica intensa e impossibilidade de urinar apesar da vontade. Refere que não urina desde o acidente. Nega dor torácica e dispneia. FC 106 bpm, PA 112/70 mmHg após 1.000 mL de cristaloide, FR 20 irpm, Glasgow 15. Pelve dolorosa e instável à compressão. Sangue no meato uretral. Hematoma perineal em asa de borboleta. Próstata elevada e mal delimitada ao toque retal, sem sangue na luva. Bexiga palpável em hipogástrio, dolorosa. Sem lesão de membros com déficit neurovascular. FAST negativo. Radiografia de pelve com fratura de ramos púbicos bilaterais e diástase da sínfise. Tomografia de abdome e pelve: hematoma pélvico volumoso, sem lesão de órgãos sólidos, sem líquido livre intraperitoneal e sem extravasamento arterial ativo. Bexiga distendida, de contornos preservados, sem extravasamento de contraste na fase excretora.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA para o trato urinário?

  1. Passagem cuidadosa de sonda vesical de demora, com material de menor calibre disponível
  2. Reparo cirúrgico primário da uretra agora, no mesmo tempo da estabilização pélvica
  3. Uretrocistografia retrógrada e, confirmada a lesão, derivação por cistostomia suprapúbica
  4. Diurético e observação, aguardando micção espontânea antes de qualquer procedimento

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A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.