Digestivo alto · especialista
Diabetes mal controlado com IMC 33: quando a cirurgia entra na conversa
46 anos, feminina, diabetes tipo 2 há 9 anos, hipertensão e apneia obstrutiva do sono em uso de pressão positiva noturna. Índice de massa corporal de 33 kg por metro quadrado, estável nos últimos 2 anos. Encaminhada por endocrinologista. Está em uso de metformina em dose plena, inibidor de SGLT2 e insulina basal titulada, com boa adesão documentada e acompanhamento nutricional regular há 18 meses. Tentou duas vezes programa estruturado de perda de peso, com perda máxima de 6 kg e reganho. Refere cansaço e dificuldade para caminhar por dor nos joelhos. Bom estado geral. PA 142/88 mmHg. Circunferência abdominal aumentada, sem estigmas de hepatopatia. Sem neuropatia periférica detectável ao exame, sem úlceras nos pés, com pulsos presentes. Hemoglobina glicada 8,6%, peptídeo C preservado, LDL 122 mg/dL, relação albumina creatinina urinária levemente elevada, transaminases discretamente aumentadas. Ultrassonografia abdominal com esteatose hepática moderada, sem sinais de cirrose e sem litíase biliar. Endoscopia digestiva alta sem esofagite, sem hérnia hiatal significativa e com pesquisa de Helicobacter pylori negativa. Ecocardiograma com função ventricular preservada e sem hipertrofia significativa.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Indicar cirurgia metabólica, discutindo com a paciente a técnica e o seguimento
- Manter apenas tratamento clínico, já que o índice de massa corporal está abaixo de 35
- Adiar a decisão até que a paciente atinja índice de massa corporal acima de 40
- Trocar a insulina por análogo de GLP-1 e reavaliar a indicação cirúrgica em 2 anos
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.