Tórax · especialista

Adenocarcinoma periférico de 1,8 cm: lobectomia deixou de ser obrigatória


70 anos, feminina, ex-tabagista de 25 anos-maço, com doença pulmonar obstrutiva crônica leve, boa capacidade funcional e sem outras comorbidades relevantes. Nódulo detectado em tomografia de rastreamento para câncer de pulmão. Assintomática, sem tosse, sem perda de peso e sem hemoptise. Mantém caminhadas diárias de 40 minutos sem limitação. Bom estado geral, eupneica em ar ambiente. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular preservado e sem ruídos adventícios. Sem linfonodos cervicais ou supraclaviculares palpáveis. Espirometria com volume expiratório forçado no primeiro segundo em 78% do previsto e difusão de monóxido de carbono em 74% do previsto. Tomografia de tórax: nódulo sólido de 1,8 cm no segmento posterior do lobo superior direito, periférico, no terço externo do parênquima, sem invasão pleural e sem componente em vidro fosco. PET-TC com captação na lesão, sem captação mediastinal e sem doença a distância. Ressonância de crânio normal. Ecoendoscopia brônquica com punção das estações 4R, 7 e 11R: todas negativas para neoplasia. Biópsia da lesão: adenocarcinoma.

Qual é a estratégia cirúrgica MAIS ADEQUADA?

  1. Lobectomia superior direita com linfadenectomia, por continuar sendo o padrão em qualquer estádio I
  2. Ressecção sublobar anatômica com margem adequada e amostragem linfonodal sistemática
  3. Radioterapia estereotáxica corporal, evitando a cirurgia por causa da doença obstrutiva
  4. Ressecção em cunha ampla sem amostragem linfonodal, dado o mediastino já estudado

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