Oncologia · especialista

Mucina no abdome: o apêndice que exige mais do que apendicectomia


52 anos, feminina, previamente hígida, submetida a apendicectomia videolaparoscópica de urgência há 18 dias por suspeita de apendicite aguda. Retorna para revisão com o resultado do anatomopatológico. Refere que, durante a cirurgia, o cirurgião comentou ter encontrado líquido gelatinoso na cavidade. Está assintomática, com boa aceitação alimentar e sem dor. Nega distensão progressiva e alteração do hábito intestinal. Bom estado geral, corada. Abdome flácido, indolor, com portais cicatrizados. Sem massas palpáveis, sem ascite detectável e sem hepatomegalia. Sem linfonodomegalias periféricas. Exames laboratoriais de rotina normais. Anatomopatológico: neoplasia mucinosa apendicular de baixo grau, com ruptura da parede apendicular e mucina acelular na superfície serosa; margem da base livre. Tomografia de abdome e pelve pós-operatória: mucina residual em goteira parietocólica direita e em pelve, com festonamento da superfície hepática, sem lesões sólidas, sem obstrução e sem doença extra-abdominal. Marcadores: CEA levemente elevado, CA 19-9 e CA 125 normais.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Seguimento clínico e tomográfico semestral, já que a lesão é de baixo grau e ela está assintomática
  2. Colectomia direita oncológica com linfadenectomia, como se faz nos tumores do ceco
  3. Encaminhamento a centro de referência para citorredução com quimioterapia intraperitoneal
  4. Quimioterapia sistêmica paliativa isolada, pela disseminação peritoneal já estabelecida

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