Abdome agudo · especialista

Alça necrosada na virilha: a tela que não entra em campo sujo


72 anos, masculino, hipertenso, com hérnia inguinal direita conhecida há quatro anos, que ele mesmo reduzia deitado. Nunca operou. Há 14 horas o abaulamento cresceu e deixou de voltar. Dor local intensa e contínua, três episódios de vômito e nenhuma eliminação de gases desde então. Foi levado à sala depois da reposição volêmica inicial, com antibiótico na indução. Na chegada: FC 102 bpm, PA 132/80 mmHg, T 37,6 °C, abdome distendido com ruídos de timbre metálico, abaulamento inguinoescrotal direito tenso, irredutível e com eritema da pele. Leucócitos 13.800, lactato 2,1 mmol/L. Na operação, por via inguinal, o saco foi aberto antes de qualquer tentativa de redução: havia 8 cm de íleo de coloração escura, sem retorno de peristaltismo após dez minutos, com uma perfuração puntiforme e conteúdo entérico dentro do saco herniário. O segmento foi ressecado e a anastomose, feita. O campo operatório ficou contaminado, com lavagem abundante depois. Tomografia pré-operatória: alça de íleo no canal inguinal direito, com colo estreito, parede espessada, líquido no saco herniário e realce parietal reduzido em um segmento. Distensão de delgado a montante, sem pneumoperitônio.

Qual é o reparo da parede MAIS ADEQUADO neste momento?

  1. Tela de polipropileno em posição pré-peritoneal, como em qualquer hérnia inguinal
  2. Reparo com tecido próprio, sem prótese, pela contaminação do campo operatório
  3. Tela biológica de derme, que é o material indicado para campo contaminado
  4. Fechar a incisão sem reparo e programar a correção definitiva em 48 horas

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