Digestivo alto · especialista

GIST gástrico de 5,5 cm: a cápsula que não se abre


61 anos, feminino, hipertensa, sem cirurgia abdominal prévia. Investigava cansaço e palpitação de esforço há quatro meses. Anemia descoberta em exame de rotina, com hemoglobina 9,4 g/dL e ferritina 7 ng/mL. Nega melena, nega dor epigástrica e nega perda de peso. Faz uso ocasional de anti-inflamatório para artralgia, sem relação temporal com os sintomas. FC 84 bpm, PA 138/82 mmHg, sem alteração ao exame do abdome, sem massa palpável e sem hepatomegalia. Sangue oculto nas fezes positivo. Endoscopia digestiva alta: lesão subepitelial de 5,5 cm na face anterior do corpo gástrico, recoberta por mucosa íntegra, com ulceração central de 8 mm no topo. Ecoendoscopia com punção: origem na camada muscular própria, células fusiformes, CD117 e DOG1 positivos, índice mitótico não avaliável na amostra. Tomografia de abdome e pelve com contraste: massa gástrica exofítica de 5,5 cm na face anterior do corpo, com realce heterogêneo, sem invasão de órgão vizinho, sem linfonodo aumentado, sem nódulo hepático e sem implante peritoneal. Tórax sem alteração.

Qual é a conduta cirúrgica MAIS ADEQUADA?

  1. Gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2, pelo tamanho acima de 5 cm
  2. Ressecção em cunha com margem livre, sem linfadenectomia e sem abrir a cápsula
  3. Imatinibe por três anos, reservando a operação para quem não responder ao remédio
  4. Mucosectomia endoscópica da lesão, que nasce na camada muscular própria da parede

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