Hepatobiliopancreático · especialista

Nódulo de 4,5 cm no cirrótico: quem decide é a função


64 anos, masculino, cirrose por esteato-hepatite, hepatite C tratada e curada há seis anos. Em vigilância semestral com ultrassonografia. Caminha 5 km sem limitação, trabalha normalmente. Assintomático. A ultrassonografia de rotina mostrou nódulo novo no lobo direito, e a ressonância foi pedida na sequência. Nega dor, nega perda de peso, nega episódio de encefalopatia ou de ascite em qualquer momento da vida. PA 128/76 mmHg, FC 70 bpm, IMC 29. Abdome sem ascite, sem circulação colateral, fígado de borda fina palpável a 2 cm do rebordo, baço não palpável. Bilirrubina total 0,9 mg/dL, albumina 4,0 g/dL, INR 1,1, plaquetas 168.000, creatinina 0,9, sódio 140. Child-Pugh A de 5 pontos. Endoscopia digestiva alta deste ano sem varizes esofágicas. Alfafetoproteína 38 ng/mL. Ressonância de abdome com contraste: nódulo único de 4,5 cm no segmento VI, periférico, com realce arterial intenso e lavagem na fase venosa, sem cápsula tumoral rota, sem trombo em veia porta ou hepática, sem nódulo satélite. Volume do remanescente hepático estimado em 78%. Tomografia de tórax sem nódulo.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Quimioembolização transarterial, porque 4,5 cm passa do limite para operar
  2. Transplante hepático de imediato, já que a cirrose é a doença que gerou o nódulo
  3. Biópsia do nódulo antes de tudo, para comprovar o hepatocarcinoma por histologia
  4. Ressecção do segmento VI, por ser tumor único, periférico e com função preservada

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