Mama · especialista

Triplo negativo com doença residual: o que vem depois da peça


47 anos, feminino, pré-menopausa, sem comorbidade. Carcinoma invasor de mama esquerda, grau 3, receptores de estrogênio e progesterona negativos, HER2 negativo, Ki-67 de 70%. Axila clinicamente e radiologicamente negativa no início. Recebeu quimioterapia neoadjuvante com antraciclina, ciclofosfamida e taxano, sem imunoterapia, que não estava disponível no serviço à época. Completou todos os ciclos, com boa tolerância. A lesão caiu de 4,2 cm para 1,1 cm na ressonância de reavaliação. Operada há 18 dias. Pós-operatório de quadrantectomia com pesquisa de linfonodo sentinela. Ferida cicatrizada, sem seroma, braço sem linfedema, mobilidade preservada. Hemograma, função hepática e função renal normais. Pesquisa germinativa de BRCA1 e BRCA2 sem variante patogênica. Desempenho funcional preservado, sem limitação para atividades habituais. Anatomopatológico da peça: carcinoma invasor residual de 9 mm no leito tumoral, grau 3, com áreas de fibrose e resposta parcial, margens livres, a menor delas de 3 mm. Três linfonodos sentinela, todos negativos, sem células isoladas. Estadiamento patológico ypT1b ypN0. Tomografia de tórax e abdome e cintilografia óssea sem doença a distância.

Qual é o tratamento adjuvante sistêmico MAIS ADEQUADO?

  1. Capecitabina por oito ciclos, com radioterapia da mama e da drenagem linfática
  2. Repetir o mesmo esquema de antraciclina e taxano, agora no pós-operatório
  3. Seguimento clínico com radioterapia apenas, já que as margens saíram livres
  4. Pembrolizumab isolado por um ano, começando agora, sem nenhuma quimioterapia

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