Trauma · especialista

Cólon destruído por projétil: quem ainda merece colostomia


26 anos, masculino, previamente sadio, vítima de ferimento por projétil de arma de fogo no abdome há 50 minutos, com dois orifícios no flanco esquerdo. Chegou com pressão de 86/50 mmHg e taquicardia, respondeu a 1 litro de cristaloide e a duas unidades de concentrado de hemácias, e foi levado à sala com diagnóstico de trauma abdominal penetrante. Consciente, orientado, sem trauma associado de crânio, tórax ou ossos longos. Na laparotomia: hemoperitônio de cerca de 800 mL, sem lesão de vaso maior. Ferimento destrutivo do cólon transverso, com 12 cm de segmento desvitalizado e perda de parede em duas áreas. Contaminação fecal moderada, limitada ao andar superior do abdome. Delgado, estômago, baço, fígado, duodeno e pâncreas sem lesão após revisão completa. Ao fim da revisão: PA 118/70 mmHg, FC 92 bpm, temperatura esofágica 36,4 °C, pH 7,34, lactato 2,4 mmol/L, três unidades de hemácias transfundidas no total, 90 minutos de operação. Radiografia de tórax na sala de emergência sem pneumotórax e sem alargamento de mediastino. Não houve tempo nem indicação de tomografia antes da laparotomia, diante da hipotensão inicial e do ferimento penetrante.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA para a lesão do cólon?

  1. Ressecção com colostomia terminal, pela contaminação fecal presente na cavidade
  2. Rafia primária do segmento ferido, sem ressecar, com reforço de epíploo sobre a sutura
  3. Ressecção do segmento destruído com anastomose primária na mesma operação
  4. Ressecção com bordas fechadas e reoperação programada em 48 horas para anastomosar

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