Tórax · residencia

Derrame pleural maligno: a punção que alivia e não resolve


68 anos, feminino, ex-tabagista, com adenocarcinoma de pulmão em estádio IV diagnosticado há sete meses, em tratamento sistêmico. Mora com a filha, cuida de si, sai de casa sozinha. Dispneia que voltou a limitar as atividades há seis dias. É o terceiro derrame volumoso em dois meses: nas duas vezes anteriores a toracocentese de alívio melhorou muito a respiração, mas o líquido refez em cerca de três semanas. Nega febre, nega dor pleurítica e nega tosse produtiva. FC 96 bpm, PA 124/74 mmHg, FR 24 irpm, saturação 92% em ar ambiente, T 36,5 °C. Hemitórax direito com expansibilidade reduzida, macicez até o terço médio, murmúrio vesicular ausente nos dois terços inferiores e frêmito toracovocal diminuído. Caminha no corredor com dispneia em esforço moderado, sem precisar parar. Albumina 3,4 g/dL, hemoglobina 11,2, função renal normal. Radiografia de tórax com derrame volumoso à direita, ocupando dois terços do hemitórax, sem desvio do mediastino para o lado contralateral. Citologia do líquido das punções anteriores positiva para células de adenocarcinoma. Depois da drenagem de 1.400 mL nesta internação, a radiografia de controle e a ultrassonografia mostram reexpansão completa do pulmão, sem encarceramento e sem loculação.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA para o controle do derrame?

  1. Toracocenteses de repetição sempre que a dispneia voltar, sem procedimento definitivo
  2. Dreno torácico tubular mantido por duas semanas, até o débito cessar sozinho
  3. Pleurectomia por videotoracoscopia, para retirar a pleura tomada pelo tumor
  4. Pleurodese com talco ou cateter de longa permanência, conversado com a paciente

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