Urologia · residencia

Massa renal de 5,5 cm: o parênquima que se salva


58 anos, masculino, hipertenso em uso de losartana, sem diabetes, IMC 27, não tabagista. Trabalha em pé e caminha diariamente. Procurou atendimento por dor lombar direita de caráter mecânico, relacionada a esforço, que melhorou com analgésico comum. Nega hematúria, nega febre, nega perda de peso e nega episódio de cólica. A tomografia pedida na investigação mostrou uma lesão renal que ele não sabia que tinha. PA 138/84 mmHg, FC 72 bpm. Abdome sem massa palpável, sem dor à palpação profunda, punho-percussão lombar indolor. Sem varicocele e sem edema de membros inferiores. Creatinina 1,0 mg/dL, taxa de filtração glomerular estimada em 78 mL/min, hemoglobina 14,6, cálcio e desidrogenase lática normais, urina sem hematúria. Tomografia de abdome com contraste: massa sólida de 5,5 cm no polo inferior do rim direito, exofítica em mais da metade do seu volume, com realce heterogêneo e lavagem, sem invasão de gordura perirrenal além da pseudocápsula, sem trombo em veia renal ou cava, sem linfonodo aumentado. Rim esquerdo de dimensões e parênquima normais. Tomografia de tórax sem nódulo pulmonar.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Nefrectomia parcial, quando factível, preservando o máximo de parênquima funcionante
  2. Nefrectomia radical, que é o padrão para massa acima de 4 cm com rim contralateral bom
  3. Vigilância ativa com tomografia semestral, já que a lesão foi um achado ocasional
  4. Biópsia percutânea antes de decidir, para não operar uma lesão que pode ser benigna

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