Cirurgia pediátrica · residencia

Atresia de esôfago: o contraste que não se pede


Recém-nascido de 38 semanas, 2.900 g, parto vaginal sem intercorrência, Apgar 8 e 9. A mãe fez duas ultrassonografias na gestação, a segunda com polidrâmnio. Nas primeiras horas chama atenção a salivação abundante, que a equipe aspira repetidamente. Na primeira tentativa de mamada houve engasgo, tosse e queda transitória da saturação, com recuperação rápida ao interromper. Não houve cianose persistente. FC 148 bpm, FR 58 irpm, saturação 96% em ar ambiente depois do episódio, temperatura normal. Ausculta pulmonar com transmissão de ruído de vias aéreas superiores, sem estertores. Abdome plano e depressível. A sonda orogástrica passada para descompressão para em cerca de 10 cm da arcada dentária e não progride. Sem dismorfismo evidente, sem sopro cardíaco audível, ânus pérvio, extremidades simétricas. Radiografia de tórax e abdome com a sonda enrolada em coto esofágico proximal na altura da segunda a terceira vértebra torácica, e ar distribuído por todo o intestino. Não há consolidação. Ecocardiograma, ultrassonografia de rins e vias urinárias e radiografia de coluna ainda não foram realizados.

Qual é a conduta INICIAL mais adequada?

  1. Passar a sonda nasogástrica além da obstrução e iniciar dieta trófica
  2. Gastrostomia de urgência para descomprimir e postergar a correção
  3. Esofagografia com contraste baritado para confirmar o diagnóstico
  4. Aspiração contínua do coto, decúbito elevado e busca de malformações associadas

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A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.