Digestivo alto · especialista

Hérnia paraesofágica gigante: o saco que precisa voltar inteiro


68 anos, feminino, hipertensa, ex-tabagista, IMC 28. Mora sozinha, independente para tudo, sobe um andar de escada sem parar. Há cerca de dois anos sente que a comida para no peito, com engasgo ocasional e necessidade de comer devagar e em pequena quantidade. Emagreceu 5 kg nesse período, sem querer. Nos últimos meses nota cansaço novo ao subir escada. Nega dor torácica de esforço, nega vômito persistente e nega episódio de dor abdominal súbita. PA 138/82 mmHg, FC 76 bpm, saturação 97%, ausculta pulmonar com redução do murmúrio na base esquerda. Abdome sem massa, sem dor. Hemoglobina 10,4 g/dL com ferritina 9 ng/mL, sangue oculto nas fezes positivo. Eletrocardiograma sem alteração isquêmica, ecocardiograma com função preservada. Espirometria normal. Endoscopia: mais da metade do estômago acima do diafragma, erosões lineares na área de constrição do hiato, sem úlcera ativa e sem neoplasia. Colonoscopia sem lesão. Tomografia de tórax e abdome: hérnia hiatal com migração de cerca de 60% do estômago para o mediastino posterior, junção esofagogástrica também deslocada para o tórax, sem sinal de isquemia, sem pneumomediastino e sem obstrução. O estudo contrastado mostra esôfago de comprimento adequado e esvaziamento gástrico lento.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Observar, porque hérnia paraesofágica raramente precisa de operação
  2. Gastrostomia endoscópica para fixar o estômago e evitar o volvo gástrico
  3. Correção laparoscópica com redução do saco, crurorrafia e fundoplicatura
  4. Ressecção do fundo herniado com gastrectomia parcial, como rotina

Responder esta questão →

A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.