Hepatobiliopancreático · especialista

Tumor de cabeça de pâncreas ressecável: operar já ou tratar antes


63 anos, masculino, ex-tabagista, diabetes diagnosticado há cinco meses, sem outra comorbidade. Trabalha, caminha 3 km por dia, sem limitação. Icterícia progressiva há três semanas, com colúria, acolia e prurido, sem dor e sem febre. Perdeu 6 kg em dois meses. A icterícia levou à investigação, e a colangiopancreatografia retrógrada com prótese plástica foi feita há dez dias, com queda da bilirrubina. PA 130/78 mmHg, FC 74 bpm, IMC 24, icterícia residual discreta. Abdome sem massa palpável, sem ascite, vesícula não palpável. Bilirrubina total caiu de 14,2 para 3,1 mg/dL, albumina 3,8 g/dL, hemoglobina 12,8, creatinina 0,9, hemoglobina glicada 7,9%. CA 19-9 de 420 U/mL com bilirrubina já em queda. Desempenho funcional preservado. Tomografia de abdome em protocolo pancreático: lesão hipoatenuante de 3,2 cm na cabeça do pâncreas, com dilatação de via biliar e do ducto pancreático principal. Não há contato com artéria mesentérica superior, tronco celíaco ou hepática. Há contato com a veia mesentérica superior em menos de 180 graus da circunferência, sem deformidade do contorno e sem trombo. Dois linfonodos peripancreáticos de 11 mm. Tórax sem nódulo. Biópsia por ecoendoscopia: adenocarcinoma ductal.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Quimioterapia neoadjuvante e reestadiamento antes da duodenopancreatectomia
  2. Duodenopancreatectomia imediata, com a quimioterapia depois da peça
  3. Quimiorradiação definitiva, sem operação, pelo CA 19-9 elevado
  4. Biópsia a céu aberto antes de decidir, pelo risco de lesão benigna

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