Trauma · especialista
Baço grau IV com blush: o cateter que evita a esplenectomia
27 anos, masculino, previamente sadio, vítima de queda de motocicleta há 70 minutos, com impacto no flanco esquerdo. Usava capacete, sem perda de consciência. Chegou consciente, queixando dor no hemiabdome esquerdo e no ombro esquerdo. Pressão inicial de 96/60 mmHg com frequência de 118 bpm, que subiu para 118/74 mmHg e caiu para 92 bpm depois de 1 litro de cristaloide, mantendo-se assim nos 30 minutos seguintes. Glasgow 15, PA 118/74 mmHg, FC 92 bpm, FR 20 irpm, saturação 97%, temperatura 36,3 °C. Abdome doloroso em hipocôndrio e flanco esquerdos, sem rigidez e sem descompressão dolorosa difusa. Sem instabilidade pélvica, sem deformidade de membros, exame neurológico normal. Hemoglobina 11,2 g/dL, lactato 2,0 mmol/L, pH 7,36, plaquetas normais, coagulograma normal. Recebeu duas unidades de concentrado de hemácias e não voltou a hipotensão. Tomografia de abdome com contraste em fase arterial e portal: laceração esplênica profunda, com mais de 3 cm, envolvendo vasos hilares, com desvascularização de cerca de 30% do órgão, e foco de extravasamento ativo de contraste intraparenquimatoso. Hemoperitônio moderado, sem líquido em pelve de grande volume. Fígado, rins, pâncreas e alças sem lesão. Grau IV da classificação da American Association for the Surgery of Trauma. O serviço tem angiografia disponível, com equipe de plantão.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Esplenectomia de urgência, pelo grau IV com extravasamento de contraste
- Angioembolização esplênica e observação em unidade monitorizada
- Observação clínica isolada, com tomografia de controle em 48 horas
- Laparotomia com esplenorrafia, para preservar o baço com sutura
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.