Trauma · especialista
Hemorragia que o torniquete não alcança: o balão é ponte, não destino
34 anos, masculino, atropelado por veículo em via urbana há 25 minutos. Chegou de ambulância avançada, com colar cervical e prancha, dois acessos periféricos e 1 litro de cristaloide infundido no trajeto. Responde a chamado, confuso, queixa dor abdominal difusa e na bacia. Recebeu duas unidades de concentrado de hemácias e uma de plasma no protocolo de transfusão maciça, sem resposta sustentada da pressão. Não há sangramento externo visível. Glasgow 13, PA 70/40 mmHg, FC 136 bpm, FR 30 irpm, saturação 94% em máscara, pele fria e pálida, pulso radial filiforme e pulso femoral palpável. Abdome distendido e difusamente doloroso. Instabilidade à compressão da pelve, com cinta pélvica já aplicada. Tórax com murmúrio simétrico, sem enfisema. Hemoglobina 7,4 g/dL, lactato 7,8 mmol/L, pH 7,18, base excess de menos 9, temperatura 35,4 °C. O centro cirúrgico foi acionado e está pronto. Ultrassonografia à beira do leito: líquido livre em espaço hepatorrenal e em pelve, pericárdio sem líquido, janelas pleurais sem pneumotórax e sem hemotórax. Radiografia de tórax sem alargamento de mediastino. Radiografia de pelve com fratura em livro aberto. Não houve tomografia.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA neste momento?
- Toracotomia de reanimação com clampeamento da aorta descendente
- Tomografia de corpo inteiro antes de qualquer procedimento invasivo
- Balão de oclusão aórtica na zona I como ponte para a laparotomia
- Mais dois litros de cristaloide antes de decidir para onde levar
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.