Tórax · especialista
N2 em estação única: o pulmão que ainda se resseca
62 anos, feminino, ex-tabagista de 30 anos-maço, parou há 4 anos. Hipertensa, sem doença pulmonar obstrutiva significativa. Caminha 4 km sem parar e sobe dois andares sem dispneia. Tosse seca há três meses e um episódio de escarro com estrias de sangue, que motivou a investigação. Sem perda de peso relevante, sem dor torácica, sem rouquidão e sem disfagia. PA 134/82 mmHg, FC 78 bpm, saturação 96% em ar ambiente. Ausculta pulmonar sem alteração localizada, sem linfonodo cervical ou supraclavicular palpável, sem estase jugular. Espirometria com volume expiratório forçado no primeiro segundo de 86% do previsto e difusão de monóxido de carbono de 82%. Função renal e hepática normais. Tomografia de tórax: nódulo espiculado de 4 cm no lobo superior direito, sem invasão de parede e sem derrame. Tomografia por emissão de pósitrons com captação no tumor e em um linfonodo mediastinal em estação 4R de 1,3 cm, sem captação em outras estações, sem doença a distância. Ressonância de crânio sem lesão. Ecoendoscopia brônquica com punção: adenocarcinoma em 4R, estações 7 e 2R negativas. Painel molecular sem alteração em EGFR, ALK, ROS1 ou BRAF. Expressão de PD-L1 em 40% das células tumorais.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Quimioimunoterapia neoadjuvante e reavaliação para lobectomia
- Quimiorradiação definitiva com durvalumabe, sem considerar ressecção
- Lobectomia imediata, com tratamento sistêmico depois da peça
- Radioterapia estereotáxica do tumor e do linfonodo comprometido
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.