Urologia · especialista
Seminoma estádio I: tratar menos para curar o mesmo
31 anos, masculino, sem comorbidade, um filho, deseja ter outro. Mora na mesma cidade do serviço e tem transporte próprio. Compareceu a todas as consultas do pré-operatório. Notou aumento indolor do testículo direito há dois meses. Fez orquiectomia radical por via inguinal há três semanas, com ligadura alta do cordão. Recuperação sem intercorrência. Nega dor lombar, tosse, dispneia e ginecomastia. PA 122/78 mmHg, IMC 25. Ferida inguinal cicatrizada, sem coleção. Testículo esquerdo de volume e consistência normais, sem nódulo. Sem massa abdominal palpável, sem linfonodo supraclavicular, sem ginecomastia. Alfafetoproteína normal antes e depois da operação, gonadotrofina coriônica normalizada, desidrogenase lática normal. Função renal normal, espermograma com concentração no limite inferior, sêmen criopreservado antes da operação. Anatomopatológico: seminoma puro de 3,0 cm, confinado ao testículo, sem invasão vascular ou linfática, sem invasão do cordão, sem invasão da rete testis, margem do cordão livre. Tomografia de tórax, abdome e pelve feita depois da orquiectomia: sem linfonodo retroperitoneal aumentado, sem lesão pulmonar e sem lesão visceral. Estádio clínico I.
Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?
- Radioterapia paraórtica de 20 Gy, que segue sendo o padrão histórico
- Dois ciclos de BEP, para deixar a recidiva abaixo de 1%
- Linfadenectomia retroperitoneal, que estadia e trata ao mesmo tempo
- Vigilância ativa com imagem e marcadores, tratando quem recidivar
A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.