Trauma · residencia

Ácido tranexâmico: a droga barata que tem hora marcada


29 anos, masculino, vítima de colisão de motocicleta contra poste há 40 minutos. Trazido pela ambulância básica, com colar cervical e prancha, sem acesso venoso no trajeto. Consciente, agitado, queixando dor na perna direita e no abdome. Não houve perda de consciência relatada pelas testemunhas. Sangramento externo na coxa direita, controlado com compressão pela equipe de resgate. Glasgow 14, PA 96/62 mmHg, FC 124 bpm, FR 26 irpm, saturação 96%, pele fria, enchimento capilar de 3 segundos. Abdome doloroso em flanco direito, sem rigidez. Fratura exposta de fêmur direito, com sangramento em coágulo e deformidade. Pelve estável. Hemoglobina 11,6 g/dL, lactato 4,2 mmol/L, pH 7,30. Dois acessos calibrosos instalados na sala. Ultrassonografia à beira do leito com pequena lâmina de líquido em espaço hepatorrenal, pericárdio livre, janelas pleurais sem pneumotórax. Radiografia de tórax sem alteração, radiografia de pelve sem fratura. Tomografia ainda não realizada.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA em relação ao ácido tranexâmico?

  1. Não usar, porque ele só vale em trauma cranioencefálico isolado
  2. Usar apenas se a tomografia confirmar sangramento em atividade
  3. Usar depois da quarta hora, quando a fibrinólise já estiver estabelecida
  4. Administrar agora, ainda na sala, com a dose de manutenção em seguida

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A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.