Trauma · especialista

Vazamento que não para: o brônquio roto no trauma fechado


24 anos, masculino, motorista, colisão frontal em alta velocidade há 90 minutos, com uso de cinto de segurança. Sem comorbidade. Chegou consciente, com dor torácica e dispneia. Foi drenado no hemitórax direito por pneumotórax visto na avaliação inicial, com saída de ar. Duas horas depois, segue dispneico, com borbulhamento contínuo no selo d'água em todas as fases da respiração, e o pulmão não reexpandiu na radiografia de controle. Glasgow 15, PA 118/74 mmHg, FC 112 bpm, FR 30 irpm, saturação 91% em máscara com reservatório. Enfisema subcutâneo extenso em pescoço, face e tórax, que aumentou desde a chegada. Murmúrio reduzido à direita, dreno com escape aéreo contínuo e coluna líquida oscilando pouco. Rouquidão discreta. Sem instabilidade hemodinâmica. Radiografia de tórax: pneumotórax persistente à direita apesar do dreno bem posicionado, pneumomediastino e enfisema cervical. Tomografia de tórax: solução de continuidade na parede do brônquio principal direito a cerca de 2 cm da carina, com ar peribrônquico, além de pneumomediastino. Não há hemotórax volumoso, não há alargamento de mediastino e a aorta tem contorno preservado.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Trocar o dreno por um de maior calibre e aguardar a resolução espontânea
  2. Broncoscopia para confirmar e localizar a lesão, com reparo cirúrgico na sequência
  3. Ventilação mecânica com pressão positiva alta para manter o pulmão expandido
  4. Toracotomia imediata sem exame nenhum, pelo escape aéreo volumoso

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A resolução e o gabarito ficam na versão interativa, depois que você responde.