Tórax · residencia

Dreno fino no pneumotórax: calibre não é sinônimo de eficácia


26 anos, masculino, magro, 1,88 m e 66 kg, tabagista de 5 anos-maço. Sem doença pulmonar conhecida, sem trauma, sem cirurgia torácica prévia. Dor torácica esquerda de início súbito há 6 horas, em pontada, acompanhada de dispneia leve que melhora em repouso. Estava sentado assistindo televisão quando começou. Segundo episódio: teve um quadro parecido do mesmo lado há dois anos, tratado com dreno, sem investigação posterior. FC 96 bpm, PA 124/78 mmHg, FR 20 irpm, saturação 95% em ar ambiente, sem uso de musculatura acessória, fala frases completas. Traqueia centrada, sem turgência jugular. Murmúrio vesicular abolido no terço superior do hemitórax esquerdo, com timpanismo à percussão. Sem enfisema subcutâneo, sem instabilidade hemodinâmica. Radiografia de tórax em inspiração: pneumotórax esquerdo com distância de cerca de 3 cm entre a parede torácica e o pulmão no nível do hilo, sem desvio de mediastino, sem nível hidroaéreo e sem consolidação. Tomografia não realizada. Pulmão contralateral normal, com bolha apical de 1 cm visível à esquerda.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Drenagem com cateter fino, de 14 French ou menos, conectado a selo d'água
  2. Dreno tubular de 28 French, pelo tamanho do pneumotórax e pela recidiva
  3. Punção aspirativa isolada com agulha, e alta imediata se houver melhora
  4. Toracoscopia com pleurodese agora, sem drenagem prévia, por ser segundo episódio

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