Urologia · especialista

Bexiga rota na fratura de pelve: onde ela rompeu decide a operação


38 anos, masculino, atropelado há três horas, trazido consciente. Sem comorbidade, sem cirurgia abdominal prévia. Queixa dor na bacia e vontade de urinar sem conseguir. Não houve sangramento externo. Respondeu bem à reposição inicial e manteve-se estável desde então, sem necessidade de transfusão além de duas unidades na chegada. Glasgow 15, PA 122/76 mmHg, FC 88 bpm, saturação 98%. Dor à compressão da pelve, com instabilidade discreta ao exame. Hematúria macroscópica na sondagem vesical, que passou sem resistência e sem sangue no meato antes do procedimento. Abdome doloroso no hipogástrio, sem peritonite difusa. Toque retal com próstata tópica, sem sangue. Creatinina 1,1 mg/dL, hemoglobina 11,0 g/dL, lactato 1,8 mmol/L. Tomografia de abdome e pelve com fase cistográfica, feita com enchimento retrógrado adequado: fratura de ramos púbicos e da asa do ilíaco à direita, com hematoma pélvico. Extravasamento de contraste limitado ao espaço perivesical, em chama de vela, sem contraste entre alças nem em goteiras parietocólicas. Rins e ureteres sem alteração. A equipe de ortopedia programou fixação interna da pelve com placa para as próximas 24 horas.

Qual é a conduta MAIS ADEQUADA?

  1. Sonda vesical de demora por dez dias, sem operar, por ser lesão extraperitoneal
  2. Cistostomia suprapúbica e reavaliação por cistografia em duas semanas
  3. Reparo cirúrgico da bexiga no mesmo tempo da fixação da fratura de pelve
  4. Laparotomia imediata com reparo, antes de qualquer procedimento ortopédico

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